Quinta-feira, 23 de Abril de 2009

 

Luís Vaz de Camões  escreveu sobre este amor nos Lusíadas:
Estavas, linda Inês, posta em sossego,
De teus anos colhendo doce fruito,
Naquele engano de alma, ledo e cego,
Que fortuna não deixa durar muito.
Nos saudosos campos do Mondego,
De teus fermosos olhos nunca enxuito,
Aos montes ensinando e ás ervilhas
O nome que no peito escrito tinhas
 
Do teu principe ali te respondiam
As lembraças que na alma lhe moravam,
Que sempre ante seus olhos te traziam,
Quando dos teus fermosos se apartavam;
De noite,em doces sonhos que menriam,
De dia,enfim,cuidava e quanto via
Eram tudo memórias de alegria
 
Assi como a bonina,que cortada
Antes do tempo foi, cândida e bela,
Sendo das mãos lactivas maltratada
Da menina que a trouxe na capela
O cheiro traz perdido e a cor murchada;
Tal está,morta,a pálida donzela,
Secas do rosto as rosas e perdida
A branca e viva cor, co a doce vida
Camões
 
Pesquisa efectuada pelas "Raparigas Curiosas"

música: medieval

publicado por amaltinhadealcobaca às 09:36
Este blog foi criado no âmbito do Concurso Inês de Castro promovido pelo Plano Nacional de Leitura e pea fundação Inês de Castro.
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